Aleitamento Materno
Sem categoria

Tudo sobre o Aleitamento Materno!

------------ Espalhe amor #compartilhe ------------
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

A Matéria é grande mas vale a pena, um informativo completo feito pela UNICEF Brasil.

Aleitamento Materno

 Foto da Modelo Natalia Vodianova amamentando seu bebe Antoine.

Estudos demonstram que o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, mais de 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos nos países em desenvolvimento (Lancet 2008). Os bebês até os seis meses não precisam de chás, sucos, outros leites, nem mesmo de água. Após essa idade, deverá ser dada alimentação complementar apropriada, mas a amamentação deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.

Amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir 22% a mortalidade neonatal – aquela que acontece até o 28º dia de vida – nos países em desenvolvimento. No Brasil, do total de mortes de crianças com menos de 1 ano, 69,3% ocorrem no período neonatal e 52,6%, na primeira semana de vida.

O aleitamento materno na primeira hora de vida é importante tanto para o bebê quanto para a mãe, pois, auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia. E, além das questões de saúde, a amamentação fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Bebês que são amamentados ficam menos doentes e são mais bem nutridos do que aqueles que ingerem qualquer outro tipo de alimento.

Utilizar substitutos do leite materno, como fórmulas infantis ou leite de outros animais, pode ser um grande risco para a saúde do bebê. Isso ocorre principalmente quando os pais não podem comprar os substitutos na quantidade necessária ou quando a água que utilizam para preparar o alimento não é limpa o suficiente.

Quase todas as mães conseguem amamentar com sucesso. Aquelas que não possuem confiança para amamentar precisam do estímulo e do apoio prático do pai da criança, bem como da família e dos amigos. Agentes de saúde, organizações femininas, a mídia e os empregadores também podem oferecer o seu apoio.

Todos devem ter acesso às informações sobre os benefícios do aleitamento materno. É obrigação de cada governo fazer com que as pessoas tenham acesso a essas informações.

O que todas as famílias e comunidades devem saber sobre aleitamento materno?

O leite materno é o único alimento de que o bebê precisa até o sexto mês de vida. Nenhum outro alimento, nem mesmo água, é necessário durante esse período.

O leite materno é o melhor alimento que um bebê pode ter. Leite de outros animais, fórmulas, leite em pó, chás, bebidas com açúcar, água e cereais são inferiores ao leite materno.

O leite materno é de fácil digestão para o bebê. Também é responsável por promover um melhor crescimento e desenvolvimento, além de proteger contra doenças.

Mesmo em ambientes quentes e secos, o leite materno supre as necessidades de líquido de um bebê. Água e outras bebidas não são necessárias até o sexto mês de vida. Dar ao bebê outro alimento, que não o leite materno, aumenta o risco de diarreia ou outra doença.

Os substitutos do leite materno que possuem uma composição nutricional equivalente são caros. Por exemplo, para alimentar um bebê durante um ano, são necessários 40 kg (aproximadamente 80 latas) de leite em pó. Os agentes de saúde devem informar o custo gerado por tal medida a todas as mães que estejam considerando o uso de substitutos.

Se a pesagem frequente mostrar que um bebê alimentado exclusivamente com leite materno não está se desenvolvendo, então:

A criança pode estar precisando ser amamentada com maior frequência. Pelo menos 12 mamadas por um período de 24 horas podem ser necessárias. O bebê deve mamar por pelo menos 15 minutos.

O bebê pode precisar de ajuda para colocar o peito de forma adequada na boca.

O bebê pode estar doente e precisar de cuidados médicos.

A ingestão de água ou outro líquido pode estar diminuindo a quantidade de leite que está tomando. A mãe não deve oferecer outro líquido, a não ser o leite materno.

Qualquer criança com mais de 6 meses precisa de outros alimentos e líquidos. O aleitamento materno pode continuar até que a criança complete 2 anos ou mais.

Existe o risco da mulher que tem HIV passar o vírus para seu bebê durante a amamentação. Mulheres que vivem com HIV/aids, ou que suspeitem ter o vírus, devem procurar auxílio médico para ser testadas, aconselhadas e orientadas sobre como proceder para evitar a contaminação da criança.

É importante que todos saibam como evitar a contaminação pelo HIV. Mulheres grávidas ou jovens mães devem estar cientes de que, se contaminadas pelo HIV, podem transmitir o vírus a seus filhos durante a gravidez, no parto ou durante o aleitamento materno.

Mulheres grávidas ou mães que acabaram de ter seus filhos, se forem HIV positivo (ou apenas suspeitarem), devem procurar o serviço de saúde para ser testadas e orientadas.

A mãe HIV positivo não pode amamentar, mas o bebê pode tomar a fórmula infantil, que é de graça, em uma situação aconchegante, com a mesma atenção e carinho.

A gestante HIV positivo deverá receber o “Guia Prático de Alimentos para Crianças Menores de 12 meses que não podem ser Amamentadas”. A mãe soropositiva deverá ter sua lactação inibida logo após o parto por enfaixamento ou uso de inibidor de lactação. Deverá receber apoio tanto da equipe de saúde como das pessoas em quem confia para não se sentir discriminada por não estar amamentando.

A amamentação frequente faz com que a mãe produza mais leite. Quase toda mãe é capaz de amamentar com sucesso.

Muitas mães precisam ser encorajadas e ajudadas para que possam começar a amamentar. Outra mulher que já tenha amamentado com sucesso, uma amiga ou um grupo de apoio a mulheres amamentando pode ajudar a nova mãe a vencer preconceitos e a prevenir dificuldades.

É muito importante que a mãe saiba como segurar o bebê e qual a maneira certa dele mamar. Segurar o bebê na posição correta faz com que ele posicione a boca sobre o seio da forma correta e facilita a amamentação.

Sinais de que o bebê está em uma boa posição para mamar são:

O corpo do bebê está totalmente voltado para a mãe;

O bebê está próximo da mãe;

O bebê encontra-se relaxado e feliz.

Segurar o bebê em uma posição que dificulte a sua amamentação pode causar:

Rachaduras e feridas nos bicos dos seios;

Produção insuficiente de leite;

Recusa do bebê em se alimentar.

Sinais de que o bebê está se alimentando bem:

A boca do bebê está bem aberta;

O queixo do bebê está encostado no peito da mãe;

A pele mais escura ao redor do bico do seio está mais visível acima do que abaixo da boca do bebê;

As mamadas do bebê são longas e as sugadas demoradas;

A mãe não sente nenhuma dor no bico dos seios.

Leia mais:  10 Coisas que sua mãe nunca te contou.

Quase toda mãe pode produzir leite suficiente quando o bebê:

É exclusivamente amamentado;

Está bem posicionado e tem o peito colocado de forma adequada em sua boca;

Alimenta-se sempre e na quantidade que desejar, incluindo as noites.

A partir do nascimento, o bebê já pode mamar quando sentir vontade. Se ele dorme mais de três horas após ser amamentado, pode ser gentilmente acordado e lhe oferecido o peito.

O fato de o bebê estar chorando não significa que precise de outro alimento. Normalmente, significa que ele precisa ser segurado e acariciado com mais frequência. Alguns bebês precisam mamar para ser confortados. Quanto mais mamarem, mais leite suas mães produzirão.

Mães que temem não ter leite suficiente normalmente oferecem outros alimentos aos bebês nos seus primeiros meses de vida. Isso faz com que o bebê sinta menos necessidade de mamar e, como consequência, menos leite materno é produzido. A mãe vai produzir mais leite se não oferecer outros alimentos a seu filho e amamentá-lo com frequência.

Evite oferecer chupetas e mamadeiras aos bebês que são amamentados, pois a maneira de chupar é diferente daquela no peito. Elas também podem fazer com que o bebê sinta menos vontade de mamar e com isso a mãe produzirá menos leite, o que pode levar o bebê a reduzir a frequência ou parar de mamar.

As mães precisam ser asseguradas de que o aleitamento materno é suficiente para alimentar seus filhos. Elas precisam ser encorajadas e apoiadas pelo pai da criança, por sua família, pelos vizinhos, amigos, agentes de saúde, por seu empregador e organizações femininas.

O aleitamento materno pode significar uma oportunidade para as mães descansarem.

Pais e outros membros da família podem ajudar, ao encorajar a mãe a descansar enquanto estiver amamentando. Eles podem se certificar de que a mãe está se alimentando bem e também podem ajudar nas tarefas domésticas.

O aleitamento materno protege bebês e crianças pequenas de doenças perigosas. Também é responsável por criar um laço entre mãe e filho.

O leite materno é a primeira “vacina” de um bebê. Ajuda a protegê-lo contra diarreia, infecções no ouvido e no pulmão, além de outras doenças. A proteção é ainda maior quando a criança é exclusivamente amamentada até o sexto mês de vida ou a amamentação continua até o seu segundo ano ou mais. Nenhum outro alimento oferece tal proteção.

Bebês que são amamentados normalmente recebem mais atenção e são mais estimulados do que aqueles que são alimentados por mamadeiras. A atenção faz com que as crianças cresçam, desenvolvam-se e se sintam mais seguras.

A mulher que trabalha fora pode amamentar, se o fizer sempre que estiver com o bebê.

A mulher que trabalha fora pode continuar a amamentar, se o fizer sempre que estiver com a criança.

Se não for possível para a mulher estar com o filho durante as suas horas de trabalho, ela deve amamentá-lo sempre que estiverem juntos. O aleitamento frequente vai garantir a produção de leite.

Quando a mulher não puder amamentar em seu local de trabalho, ela deve retirar o leite de duas a três vezes por dia e conservá-lo em um recipiente limpo. O leite materno pode ser conservado sem estragar, à temperatura ambiente, por até oito horas. O leite extraído pode ser oferecido ao bebê em um copo limpo.

A mãe não deve substituir o leite materno por outro tipo de alimento.

Famílias e comunidades podem encorajar os empregadores a proporcionar uma licença-maternidade com vencimentos e oferecer creches, além de uma hora e um local adequado para a mulher amamentar ou retirar o seu leite.

Amamentação é um direito garantido por lei

Todas as mães têm o direito de amamentar seus filhos. No trabalho, em casa e até quando estão privadas de liberdade, elas têm direito a alimentar o seu filho no peito.

O aleitamento materno é também um direito da criança.

Segundo o artigo 9º do Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever do governo, das instituições e dos empregadores garantir condições propícias ao aleitamento materno. Existem várias outras menções na legislação brasileira de promoção ao aleitamento materno, como o alojamento conjunto em hospitais e as normas para comercialização e anúncio de produtos como leite em pó, mamadeiras e chupetas.

A íntegra do Estatuto da Criança e do Adolescente e os avanços na legislação sobre o aleitamento materno no Brasil podem ser encontrados na biblioteca virtual do UNICEF.

Alimentação da mãe que amamenta.

Não há leite fraco, mas a mãe que amamenta precisa de uma maior quantidade de alimentos e líquidos. Assim supre suas necessidades e produz leite em quantidade e qualidade adequadas ao bebê.

Não existe alimento proibido na amamentação. A mãe precisa comer frutas, verduras, carnes, miúdos, legumes, feijão e arroz, que possuem os nutrientes e vitaminas de que precisa.

A mãe deve beber bastante líquido: chás, água, sucos ou leite. Isso ajuda a produzir leite.

A mãe não deve consumir álcool, fumo e outras drogas, nem tomar medicamentos sem receita médica.

A família deve comprar e consumir os alimentos que são próprios da região e de cada época do ano. Eles são mais baratos, frescos e nutritivos.

Se a família está com dificuldade para conseguir comida, é preciso identificar na comunidade instituições que possam complementar a sua alimentação.

Amamentação: problemas mais frequentes.

Os problemas mais frequentes na amamentação são:

Fissura ou rachadura – ocorre quando a posição do bebê e a pega do mamilo estão erradas.

Como evitar:

  • Secar bem o mamilo; e
  • Posicionar o bebê corretamente.

Como tratar:

  • Expor as mamas ao sol ou luz artificial lâmpada de 40 watts à distância de 40 cm).

Cuidado para não provocar queimaduras.

Ingurgitamento – ocorre quando a mãe produz mais leite do que o bebê consegue mamar. As mamas ficam endurecidas ou empedradas.

Como evitar e tratar:

  • Colocar o bebê mais vezes para mamar; e
  • Retirar manualmente o excesso de leite.

Mastite – ocorre quando um dos seios inflama. A mama fica cheia, avermelhada, quente e muito dolorida. A mãe sente febre e calafrios.

Como evitar e tratar:

  • Retirar manualmente o excesso de leite. Se a mãe não melhorar em 24 horas, deve ir ao serviço de saúde para ser tratada.

O leite está “secando” – ocorre quando se introduz mamadeira, chuca, bico ou chupeta.

Como evitar e tratar:

  • Dar o peito sempre que o bebê quiser. Quanto mais o bebê mama, mais a mãe produz leite.

O melhor tratamento para os problemas da amamentação é continuar amamentando.

Muita informação né? Mas é bom saber de tudo viu meninas, eu mesma tive muitas dúvidas quando amamentava.

 

Agora muitas mulheres não conseguem amamentar, lembrando que esse é um informativo para mulheres que estão amamentando, eu mesmo não consegui amamentar meu filho mais velho, porque meu leite secou, esse informativo é um alerta para mulheres que tem como amamentar, ok ?

 

Bom, espero que aproveitem a pesquisa. Bjs, Bjs

 

Fonte: http://www.unicef.org/brazil/pt/


------------ Espalhe amor #compartilhe ------------
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Estilista, empreendedora e mãe de 2 crianças lindas, idealizei o blog em 2013 quando senti dificuldades de informações e temas variados em um único site. Hoje o blog virou revista, interagindo com a movimentação de informações e dicas pesquisadas com carinho para passar para minhas seguidoras.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *