Amamentar é muito mais do que nutrir, é um ato de amor!
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Amamentar é muito mais do que nutrir…

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Nossa colunista querida do perfil do Instagram @vivamamma a Giovanna Lustosa não poderia estrear em um momento melhor aqui no Grávidas e Antenadas. Hoje dia Primeiro de Agosto até o dia Sete de Agosto temos a comemoração á semana Mundial de Aleitamento Materno e nesse período o nosso blog vai ter posts exclusivos no tema.

E para começar a Gio Lustosa vai falar um pouco o porque que “Amamentar é muito mais do que nutrir”. Continue lendo…

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Foto: Natacha Silber Photography

Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, e em sua saúde no longo prazo, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe.

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Foto: Ivette Ivens

Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, e em sua saúde no longo prazo, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe.

Vários estudos sugerem que a duração da amamentação na espécie humana seja, em média, de dois a três anos, idade em que costuma ocorrer o desmame naturalmente (KENNEDY, 2005). A OMS, endossada pelo Ministério da Saúde do Brasil, recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses.

Leia mais:  9 dicas para escolher seu obstetra.

Não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos seis meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da criança, pois a introdução precoce de outros alimentos está associada a:

• Maior número de episódios de diarreia;

• Maior número de hospitalizações por doença respiratória;

• Risco de desnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao leite materno, como, por exemplo, quando os alimentos são muito diluídos;

• Menor absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco;

• Menor eficácia da amamentação como método anticoncepcional;

• Menor duração do aleitamento materno.

No segundo ano de vida, o leite materno continua sendo importante fonte de nutrientes. Estima-se que dois copos (500 mL) de leite materno no segundo ano de vida fornecem 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% das de proteína e 31% do total de energia. Além disso, o leite materno continua protegendo contra doenças infecciosas. Uma análise de estudos realizados em três continentes concluiu que quando as crianças não eram amamentadas no segundo ano de vida elas tinham uma chance quase duas vezes maior de morrer por doença infecciosa quando comparadas com crianças amamentadas (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2000).

Fonte: Cadernos de Atenção Básica (2ª edição/2015)


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Giovanna Lustosa Enfermeira, mestre em Saúde Materno Infantil, professora da Faculdade Pernambucana de Saúde. Trabalho há 15 anos na pediatria num Hospital de Referência. Participo de Reuniões do Comitê de Mortalidade do Estado de Pernambuco. Realizo palestras sobre Amamentação, Imunização, Vias de parto e outros assuntos relacionados à maternidade. Mãe de Davi (03/12/2013) e Arthur (04/02/16), ambos nascidos de parto normal, o segundo nasceu de um parto normal domiciliar não programado (1h30min de trabalho de parto). Sou defensora da amamentação. Vivenciei na prática esta experiência. Mesmo com conhecimento teórico do assunto, senti dificuldade no início da amamentação, mas fui persistente e consegui a amamentação exclusiva até os 6 meses (Arthur está caminhando para conseguir). Após ter vivenciado a maternidade de forma intensa, me propus a ajudar virtualmente e gratuitamente outras mães que passam pelo processo da amamentação. Falar deste tema me emociona, me motiva e principalmente me realiza.

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