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Parto Normal ou Cesária – É Mesmo uma Escolha da gestante?

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 Parto Normal ou Cesária – É Mesmo uma Escolha da gestante? Muitas mulheres não tiveram o parto desejado, mas a maternidade as torna plenas. Continue lendo…

tipo de partoFoto: claimfame.com

Sempre que se vê uma matéria sobre parto, surgem comentários de muitas mulheres relatando suas experiências. Algumas se mostram imparciais e solidárias, enfatizando que a escolha é individual e que cada mulher sabe o que é melhor para si. Já outras mulheres enfatizam o tipo de parto pelo qual passaram como o parto ideal.

Principalmente quando se trata de uma notícia sobre cesárea é comum que se vejam muitas críticas, principalmente enaltecendo o parto normal ou natural/humanizado. A primeira questão é: o parto é realmente uma escolha da mulher? A segunda questão: a experiência da maternidade depende de um parto considerado ideal?

 Em 2015 se falava sobre o alto índice de cesarianas e novas regras por parte da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) de que os médicos teriam de justificar as cesarianas com o intuito de diminuir as taxas elevadas e aumentar o índice de parto normal no Brasil. Mas muitas mulheres ainda se mostravam mais inclinadas ao parto cesáreo.

 O portal Trocando Fraldas, sobre maternidade, explica que o principal argumento das mulheres contra o parto normal é a dor, mas que a dor muitas vezes é resultado de uma simulação mental, sendo muito maior quando se pensa nela do que ela é de fato. Mas talvez aí entre uma terceira questão: se este for o motivo pela escolha do parto cesáreo, a mulher pode ser julgada?

Parto Normal ou Cesária – É Mesmo uma Escolha?

Antes de sermos mães temos que enfrentar o que para muitas parece um bicho de sete cabeças que se resume à pergunta: parto normal ou cesária? Influenciadas por nossas próprias mães, amigas, médicos e informações das mídias, cada uma de nós define sua preferência de parto. Mas será que somos bem informadas e, mais importante, nossa vontade é respeitada?

Para encontrar a resposta realizamos uma enquete com 1011 frequentadores do Trocando Fraldas que revelou que 73% das brasileiras preferem o parto normal enquanto 27% optam pela cesária. Comparando este resultado com as estatísticas de parto do Ministérios da Saúde fica nítido que tem algo muito errado aqui. Quase 57% dos 2,9 milhões brasileirinhos e brasileirinhas nascidos em 2013 avistaram a luz pela primeira vez por meio do parto cesáreo. Esta porcentagem vem aumentando constantemente há décadas e faz o Brasil campeão mundial nesta categoria.

Gráfico feito pela equipe do Grávidas e Antenadas

Segundo informações da Organização Mundial da Saúde, a cesariana é vantajosa e portanto necessária para a saúde da mãe e do bebê em apenas 15% dos partos. Contabilizando as mulheres que preferem o parto normal, mas que precisam fazer a forma contrária por necessidade, e supondo que toda mulher que prefere o parto cesariano consegue fazer, a taxa de cesárias não deveria ultrapassar 38% em hipótese alguma. Isto significa que quase uma em cada cinco mulheres brasileiras tem sua vontade desrespeitada, ou seja 19%. Até no SUS onde a taxa já passou dos 40% ocorre um excesso. Para somar a média nacional só resta concluir que o excesso na rede particular está muito maior, aproximando-se das 90%.

Leia mais:  Preparando o corpo para o parto

Muitas mulheres demonstram o desejo por um tipo de parto, mas conforme o desenvolvimento da gestação têm sua decisão alterada, geralmente por força médica. A questão de o parto ser encarado como uma escolha ainda está em desenvolvimento entre as mulheres e, por isso, o parto humanizado tem sido cada vez mais evidenciado.

 Laura Gutman no livro A maternidade e o encontro com a própria sombra: o resgate do relacionamento entre mães e filhos declara que a maioria das mulheres na gestação é tomada por um estado natural de infantilidade, além de um estado de proteção que se apodera de pessoas de seus círculos sociais para que essa mulher não ‘se complique’, ‘não se inteire’ e essa proteção também pode se estender sobre a autonomia da mulher em escolher o próprio parto.

Foto de um parto cesárea 

Eu tive dois partos cesáreas e me senti ótima em ambos, existem mulheres que preferem de fato e eu acho que temos que respeitar o desejo de cada gestante. Eu tive a oportunidade de ter um parto normal, mas escolhi fazer a cesária. Tinha alguns medos dentro de mim e não me arrependi por essa decisão!

E esse vídeo mostra um lindo parto normal, uma benção de Deus.

Ser mãe além até mesmo do parto

 De acordo com artigo publicado pelo Ministério da Saúde sobre Humanização do Parto, o surgimento de um novo ser, independentemente de gerações e da cultura humana, desperta corações e mentes e para a mulher em particular, a gravidez e o nascimento de um filho se tornam eventos únicos, sendo assim, todas as experiências vividas neste processo ficarão marcadas.

 Verdade é que muitas mulheres não tiveram seu parto como desejaram, algumas queriam parto normal e tiveram uma cesariana, outras, uma cesárea e tiveram parto normal, sem contar os casos de violência obstétrica, infelizmente ainda comuns em diversos ambientes hospitalares.

 Mas será que quando existem tão más experiências em relação ao parto, isso pode ferir o significado da maternidade em si? Muitas mulheres enfrentaram momentos sombrios e repletos de dor para o prazer de ver o nascimento de um filho. Algumas sofreram violência, por cortes, por palavras, por desrespeito. Outras mulheres apenas escolheram uma via de parto que para elas era a mais segura para ter o seu bebê.

Independentemente da escolha, da circunstância, a maternidade é um evento único, repleto de significado, de poesia e de amor e por mais adversas que tenham sido algumas situações, pode-se dizer que quaisquer feridas na alma são cicatrizadas pela benção de parir um ser. Você também acredita nisso? Leia também: Mitos e verdades sobre o parto humanizado

GUTMAN, Laura. A Maternidade e o encontro com a própria sombra: o resgate do relacionamento entre mães e filhos. Tradução Luís Carlos Cabral. 7. ed. Rio de Janeiro: BestSeller, 2014.


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Estilista, empreendedora e mãe de 2 crianças lindas, idealizei o blog em 2013 quando senti dificuldades de informações e temas variados em um único site. Hoje o blog virou revista, interagindo com a movimentação de informações e dicas pesquisadas com carinho para passar para minhas seguidoras.

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