Maternidade e Trabalho como conciliar a rotina com os filhos

Por Patrícia Azevedo em 20/06/2017 -

Maternidade e Trabalho como conciliar a rotina com os filhos? 

Foto: Mother Nature Network

Durante licença-maternidade, a mulher passa entre quatro e seis meses afastada do trabalho. Após este tempo fora, o momento do retorno pode vir acompanhado de dúvidas e incertezas. “A primeira pergunta que ela faz é: ‘Será que vão reparar que outros podem fazer o que eu faço?’

Uma outra dúvida que tive também na época, foi com quem deixaria a Madú. Minha mãe, que na época se ofereceu em ficar com as crianças, foi minha primeira opção, mas ela tinha suas coisas para cuidar e fazer, mudaria toda sua rotina!

Até pensei na época em uma babá, mas logo imaginei que a pessoa teria que ser de muita, muita, muita confiança e acabei desistindo, foi quando pesquisei escolinhas na região que moro, as melhores achei caras demais. Então resolvi deixar as crianças meio período em escolinha e o outro com minha mãe, assim o meu orçamento não pesaria e minha teria um tempo para fazer suas coisas.

Dica: Um retorno tranquilo ao trabalho implica o bem-estar do filho. Portanto, é importante escolher com antecedência um cuidador de confiança. “A mãe não pode deixar essa decisão para a última hora. Lembrando que é interessante escolher creches próximas ao trabalho ou de casa. Caso opte por uma babá, vale gastar um mês ou dois para conhecer este profissional, orientá-lo e acompanhá-lo. Assim a mãe ficará mais calma e confiante.

Bom, outra coisa que foi difícil pra mim, e tenho certeza que não sou a única que sofri neste período, foi o momento que voltei e deixei a Madú na escola. A Madú ainda mamava e essa situação me deixou mal por um bom tempo, ela chorava tanto quando a entregava para a "tia da escola", que parecia que a tal tia era um bicho papão.

Meu coração ficava em mil pedaços e chorava litros até o trabalho, fiquei nessa por pelo menos uns 15 dias. Depois a rotina foi se encaixando e meus sentimentos voltando ao normal, afinal já tinha passado por isso com o meu filho mais velho.

A maneira como a mãe age quando vai se despedir do pequeno para ir trabalhar influencia a forma como ele irá corresponder a essa separação. “A criança reage aos nossos sentimentos. Se a mulher se preparou, não se sente dividida, com conflitos internos e o filho ficará melhor”, afirma a psicóloga Elizabeth Brandão, professora de psicologia da PUC São Paulo.

Quando for trabalhar, deixe claro, desde o início, o que está indo fazer e que depois voltará. “Nada de sair às escondidas ou ‘de fininho’. Melhor se despedir e dizer que volta, porque isso é o que vai acontecer. Assim, a criança estabelece uma relação de confiança com aquela que é seu porto seguro. Nada de mentiras! Nunca!

Claro, que nada de correr e sair 'de fininho', me custava todo esse drama que contei acima! 

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O maior desafio é saber lidar com a culpa, reconhecer que abrir mão do trabalho pode significar prejuízo financeiro e insatisfação pessoal.Como a maternidade, a carreira também faz parte dos sonhos femininos.

Além de encarar a sensação de culpa e fazer as melhores escolhas possíveis, é preciso também saber aproveitar os momentos em que estiverem juntos. Isso porque a qualidade na relação entre mãe e filho pode contar mais do que a quantidade.

"Não adianta estar de corpo presente e alma ausente", existem mães que abriram mão do emprego para ficar o dia em toda em casa, mas não davam atenção ao filho, pois mentalmente estavam ausentes.

Com esses cuidados, desde cedo o pequeno começa a entender que a vida também é feita de frustrações e como superá-las. "Assim a criança reconhece que o fato da mãe trabalhar fora não significa que dará menos carinho, atenção e amor a ela", tranquiliza a psicoterapeuta.

Dicas de especialistas para você ter uma rotina gostosa quando a fase da culpa passar: E posso te garantir, sim vai passar!

 

1. Mantenha contato, sempre
Maternidade e trabalho
Foto: shutterstock.com

Mesmo que chegue em casa e seu pimpolho esteja dormindo, a proximidade entre vocês não pode ser deixada de lado. "Vá ao quarto e, sem interromper seu sono, dê um beijo, faça um carinho, cubra-o melhor", indica Arlete Galhardi.

2. Acompanhe seu estudo

Reserve alguns minutos do dia, ou da noite, para esse cuidado. "Dê uma olhada na agenda, veja como estão as notas, pergunte se ele tem alguma dúvida ou precisa de ajuda para a prova", ressalta a pedagoga Claudia Martinez Cardoso, orientadora educacional do Colégio Santo Adriano, de São Paulo. É essencial mostrar interesse e incentivar seu aprendizado.

3. Traga a matéria para a vida real

"Muitas vezes livros e apostilas não pertencem ao universo que as crianças vivem. Conforme a escolaridade, vale a pena, por exemplo, vocês montarem o sistema solar com bolas de isopor e até programar viagens de exploração de cavernas", recomenda a assessora de imprensa Dorotéia Fragata, mãe de Matheus, 14 anos. Essa vivência extra sala de aula facilita a compreensão e ainda cria uma cumplicidade e parceria maior entre vocês.

4. Convide-o para cozinhar

Você chega em casa e ainda tem que preparar o jantar? Chame seu filho para essa tarefa. "De modo geral crianças adoram a cozinha. Dependendo da idade e com bom senso, peça para fazer algo que não cause ferimento. Como separar e lavar as folhas de alface, por exemplo", sugere Marília Reis. Mas tenha paciência. Nada de gritos, senão o momento união vai para o ralo.

5. Preparem juntos a lancheira

Semelhante à anterior, esta dica é garantia de comida saudável também na escola. "Há sempre fila e a cantina pode oferecer muitas opções tentadoras e engordativas, como doces e frituras. Isso não é o ideal para quem quer ver o filho bonito na adolescência", avisa Dorotéia Fragata.

6. Vá às compras com eles

Outra coisa que a garotada adora é supermercado. Então, que tal incluí-lo em mais esta missão? "O pequeno não vai saber escolher uma verdura ou fruta, é verdade, mas pode pegar uma caixinha de leite aqui, um pacote de sabão ali", propõem a secretária Maria de Fátima Silva, mãe de Carla, 7 anos. É um tempo a mais para ficarem juntinhos.

7. Entre no mundo da fantasia

À noite, antes de dormir, leiam juntos um livro. Experimente também começar a desenhar uma história, e incentive a criança a fazer o mesmo com você. Assim vão ilustrando e inventando, não importa que seja algo sem muito sentido. A diversão é garantida ¿ minha filha Isabella, de 11 anos, que o diga!

8. Transforme-se em criança

Nas horas de folga, vá a um parque com seu filho. Apreciem a natureza, corram, andem de bicicleta, joguem bola e até façam um piquenique ¿ que vocês montaram juntos, é claro. Ou então, brinquem com jogos interativos. "Faça coisas que mostrem o prazer de estarem juntos", diz Claudia Martinez Cardoso.

9. Saia da rotina

Nos finais de semana e feriados, fuja do padrão do dia a dia. "Dê espaço a atividades prazerosas, sem compromisso ou horários rígidos", ensina Denise. Funciona como uma compensação à disciplina imposta pelas responsabilidades, para você e seu filho.

10. Seja mãe, simplesmente

Atividades para se fazer juntos não faltam. Seja educando, brincando, conversando ou apenas permanecendo em silêncio, abraçados. "Qualquer atividade possível de se compartilhar alimenta o vínculo, educa para a realidade e abastece as necessidades afetivas dos filhos", lembra.

E saiba também o que não fazer!

Trocar sua ausência por presentes nunca é uma boa ideia. "É um erro tentar suprir essa falta com objetos externos, estabelecendo barganhas para que a criança fique boazinha enquanto você trabalha. Também não é indicado castigar a criança assim que chegar em casa, caso ela não tenha se comportado bem. São hábitos pouco saudáveis no relacionamento mãe-filho", aponta Arlete Galhardi.
No lugar disso, observe-a melhor. "Ao invés de simplesmente julgar suas atitudes como inadequadas e puni-las, vale a pena um olhar atento. Isso possibilita compreender possíveis mudanças de humor e comportamento", sugere Denise Alves de Toledo.

Foto: Mother Nature Network

Organize a sua rotina

Pode parecer besteira, mas é muito grande a quantidade de mulheres que acham que é possível ter uma rotina e vida equilibradas entre trabalho e maternidade sem organização. O seu tempo agora precisa ser administrado minuciosamente para que você consiga fazer tudo sem dar atenção demais ou de menos a uma das duas coisas.

Existem maneiras muito práticas de organizar a sua rotina que são fáceis de implementar e manter. Conte com o seu parceiro para sincronizar os compromissos de ambos para darem conta dos cuidados com o bebê. Se você for mãe solo, peça ajuda de pessoas próximas ou de profissionais (cuidadores ou creches) para ter um tempo de trabalho bem definido.

Algumas das ferramentas que podem ajudar a planejar melhor o seu dia são:

1. A boa e velha agenda de papel. Nela você pode anotar seus compromissos, datas importantes e tarefas do dia;

2. Uma agenda eletrônica. Você pode sincronizá-la no seu smartphone e ter seus lembretes sempre na palma da mão;

3. Notas autoadesivas espalhadas pela casa em lugares estratégicos para não esquecer nada (ex.: uma colada na porta da geladeira para não esquecer de montar o lanchinho do bebê);

4. Estabeleça metas claras e alcançáveis para você durante a semana;

“Tem muitas formas de se organizar, buscar alguma atividade que você tenha flexibilidade de horários, ter ajudantes, maridão tem que entrar na jogada de igual para igual. O mais importante é que o tempo que você passe com seu filho seja COM ELE, de corpo e alma. Pra mim ter outras tarefas além de ser mãe me aproxima mais deles!".

Fontes: Ig Delas; Bebe Abriltgitoday


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