• Patricia Azevedo

GRAVIDEZ MOLAR

Sangramento intenso durante a #gestação, crescimento excessivo do #útero, inchaços

abdominais, fortes náuseas e vômitos podem ser sinais de uma #gravidez molar.


Foto: Instagram @dearestchildren


Ela acontece quando algo dá errado durante a concepção, provocando anormalidades nas células que formarão a placenta. Sendo assim, o óvulo fertilizado não possui cromossomos da mãe, fazendo com que os espermatozoides do pai sejam duplicados. Como não há embrião e também nenhum tecido placentário, a placenta forma uma massa de cistos que pode ser visualizada por meio da ultrassonografia.


Segundo o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho, essa anomalia pertence ao grupo de tumores trofoblásticos gestacionais e fará com que a gravidez não tenha sucesso. “Isso ocorre principalmente quando dois espermatozoides fertilizam o mesmo óvulo. A partir desse momento, o embrião começa a se desenvolver junto com o tecido placentário e com os cistos.


É importante entender que o embrião não terá condições de sobreviver e virar um bebê”, explica o ginecologista.

As mulheres com mais de 40 anos ou que sofreram mais de dois abortos prévios são mais propensas a ter uma gravidez molar. “Essa gravidez pode colocar a vida da mãe em risco, principalmente se a massa provocada por esse tipo de gestação se prender na parede uterina. A mulher poderá ter uma forte hemorragia e, em alguns casos, isso pode converter-se em massa cancerígena”, ressalta.


SINTOMAS DA GRAVIDEZ MOLAR

A suspeita pode surgir com o aumento do hormônio HCG (Gonadotrofina Coriónica Humana), por pressão alta, útero maior do que o normal, frequência cardíaca rápida, intolerância ao calor, perda de peso inexplicável e sangramento. Notando esses sintomas, é essencial procurar um médico para fazer o diagnóstico que comprove a anomalia. Esse tipo de gestação pode ser classificado em dois graus: completo e parcial. O primeiro é quando não há embrião e nem tecido placentário normal. Já o segundo acontece quando há uma placenta normal e o embrião, mas ele não se desenvolve da maneira certa.


“Pode ocorrer um aborto espontâneo por volta da 8° semana de gestação molar, devido à má-formação do embrião. Caso esse aborto não ocorra, ele deverá ser provocado”.

TRATAMENTO

O único tratamento é extrair todo o tecido molar do útero. Esse procedimento pode ser feito por meio da curetagem, ou por meio de medicamentos específicos para expulsar todo o tecido embrionário. Pode ser necessária uma segunda curetagem para remover as sobras dos tecidos. O médico deverá solicitar alguns exames para verificar os níveis do hormônio HCG. A paciente deve voltar a consultar o ginecologista uma vez por mês, com o intuito de certificar que não existe mais nenhum tecido molar no útero. O risco de uma gravidez molar ocorrer novamente é de 1 a 2%.


“A gestação molar não interfere na capacidade de a mulher voltar a engravidar.

Depois de passar por isso, é recomendado que a mulher faça uma pausa de um ano até tentar novamente. Esse tempo é necessário para que o médico possa ter controle sobre o caso e verificar se existe uma recidiva molar ou não e se há risco para desenvolver câncer”, aconselha o médico.


Fonte: www.bolsademulher.com

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