• Patricia Azevedo

LUTO PERINATAL E QUANDO A MORTE VISITA A MATERNIDADE

Luto Perinatal e quando a morte visita a Maternidade - A perda de um filho é uma das experiências mais duras e difíceis que um ser humano pode suportar.


A morte de um bebê que ainda não nasceu não é diferente, pois de uma forma ou de outra, ele já estava em sua vida, já fazia parte de seus planos, do seu presente e do seu futuro. Para os pais que perdem um filho a dor é real, autêntica e irremediável, seja uma criança de dez anos, um ano ou de 10 semanas de gestação.

O Anjo que partiu....


Crédito na foto


Para a sociedade, a morte perinatal é ainda um tabu. E como se não existisse, como se fosse uma morte invisível. Por isso, não era apoio social ou uma grande empatia. Até mesmo os amigo e parentes mais próximos têm dificuldade de entender o que no representa essa perda. O casal que sofre a morte de um bebê útero vivencia uma dor negligenciada por todos, o que faz com que ela seja ainda maior.


O Luto Perinatal

Desencadeado por qualquer tipo de perda, o luto é um processo natural adaptativo que, por mais doloroso que seja, deve ser vivenciado.

O luto atinge o ser humano de várias formas e provoca fortes emoções: negação da realidade, tristeza, raiva, impotência, culpa, incompreensão e desorientação são algumas delas.


Mas o luto não é uma doença ou uma anomalia. E um processo com começo, meio e fim, que nos auxilia a superar uma perda. Negar-se a viver o luto não fará desaparecer a dor. Ela apenas ficará represada por algum tempo. Mas, um dia, de uma maneira ou de outra, encontrará uma forma de vir à tona, podendo causar danos psíquicos ainda maiores.

O luto perinatal, é um luto ainda mais sofrido, pois é menosprezado pela sociedade. Muitas vezes este luto é vivido em segredo, com cobranças intensas, e sem rituais de despedidas. O e é uma pena, pois os rituais de despedida são extremamente importantes para a elaboração da perda e da dor.


Mesmo que a gestação tenha sido desejada e compartilhada igualmente pelo casal, o luto não é o mesmo para homens e mulheres. Difere na forma de expressão, na intensidade e no enfoque. Generalizando, para uma mulher é mais curativo compartilhar seus sentimentos com outras pessoas, receber carinho e contato físico afetuoso. Já para os homens, o melhor remédio é o isolamento de sua caverna. Eles dificilmente choram ou se conectam com as lembranças do bebê. Mas isto não quer dizer que estejam indiferentes ao que está se passando, apenas significa que homens e mulheres vivenciam a dor de forma diferente.

Quando o casal vivencia o luto completamente, cada um à sua maneira, ao final não terão esquecido o que se passou, nem tampouco deixado de sentir a dor da saudade de quem se foi. mas sim, terão reaprendido a enxergar a vida com nova alegria, nova esperança e fé!


DICAS

Se você sofreu uma perda e ainda não viveu seu luto comece agora. Nunca é tarde para começar a chorar e se libertar das dores mais profundas. Aqui vão algumas dicas que podem ajudar:

  • Não tente apagar o que se passou. Não faz sentido tentar esquecer o que foi tão importante e que marcou sua vida para sempre.

  • Exija seu direito de se entristecer. Deixe vir à tona os sentimentos, sem vergonha nenhuma. Compartilhe suas emoções com quem você ama. Se não entenderem sua dor, não dê bola, seja sincero consigo mesmo.

  • Dê um nome ao bebê que morreu, mesmo que você não tenha tido a oportunidade de saber qual era seu sexo. Siga sua intuição. Dar uma identidade ao bebê facilita a comunicação e, consequentemente, a despedida.

  • Crie um ritual de despedida. Pode ser um ritual religioso com amigos (um enterro ou um batismo) ou apenas um ato simbólico do casal, como escrever uma carta de despedida, plantar uma árvore etc.

  • De tempo ao tempo. Não se cobre, permita-se elaborar seu luto, a seu modo e a seu tempo.

  • Invista na sua relação conjugal. Se esforce para consolar e apoiar, com carinho e tolerância, o companheiro (a). Não deixe que as sombras do luto escureçam os anos de felicidade e carinho.

  • Se você tem outro filho, seja honesta com ele em relação à morte do bebê. Permita que ele também vivencie seu próprio luto. Leve-o aos rituais de despedida. Não tente esconder sua tristeza, é inútil. E o mais importante, deixe bem claro que a morte do bebê não é culpa dele.

  • Busque grupos de apoio. Pessoas que já passaram pela mesma situação podem oferecer um apoio real, pois elas entendem na pele a dimensão de sua tragédia.

  • Não tenha receio, peça ajuda profissional. Apesar do luto não ser uma doença, muitas vezes esse auxílio é necessário. Se você ou seus familiares apresentarem sintomas intensos (físicos ou emocionais) por mais de 45 dias, procure um especialista.

  • Só busquem engravidar novamente, ou adotar, quando tiverem elaborado o processo de luto. Ninguém substitui ninguém. Colocar a responsabilidade da sua felicidade sobre um novo bebê é covardia.

Fonte: Livro da Luciana Herrero "O Diário de bordo da família Grávida".

3 visualizações
  • Pinterest - Black Circle
  • Facebook - Black Circle
  • Instagram - Black Circle

Grávidas e Antenadas - Patrícia Azevedo CPF 258835688-58 - Rua Severino Vilar Filho, 218 - São Paulo/SP Cep 05127-110

Whatsapp 11-99269 0363 - Horário de atendimento Seg. à Sábado das 9 até 18h

Prazo de Despacho de 1 dia útil e prazos de acordo com a localização.

Políticas de Entregas e Devoluções

© 2019 Grávidas e Antenadas - Desenvolvido por Digital Expresso