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  • Patricia Azevedo

MORFOLÓGICO DO 1° TRIMESTRE X RISCO DE SÍNDROME DE DOWN

Meu exame #morfológico do 1° trimestre está escrito “Risco de síndrome de Down” e agora?


“Isso quer dizer que meu bebê tem Síndrome de Down?”

Antes de mais nada tenha calma.


Não tire conclusões precipitadas antes de levar o exame e falar com seu médico.


Vamos explicar então qual o motivo de estar escrito Risco de Síndrome de Down no seu laudo. Primeiramente você tem que ter as seguintes informações:


1) Em todo exame morfológico de 1° trimestre deve estar escrito isso, ou seja, esta informação faz parte do exame e ela aparecerá no usg de todo mundo que fizer o morfológico de primeiro trimestre.


2) O exame morfológico de 1° trimestre não confirmará nem afastará o diagnóstico de Síndrome de Down. Agora você deve estar se perguntando “ Se o usg morfológico do 1° trimestre não confirma nem afasta a Síndrome de Down qual o motivo de todo exame conter a frase 'Risco de Síndrome de Down’?


Só para estressar os pais e familiares? Para que serve então este exame?” Calma mamãe já chegaremos lá. O exame morfológico de 1° trimestre não afirma nem afasta que o bebê tenha a Síndrome de Down pois ele não é um exame de DIAGNÓSTICO, ele é um exame de RASTREAMENTO.


Um exame diagnóstico é aquele exame capaz de confirmar ou afastar um problema ou patologia, como por exemplo, uma biópsia de um nódulo de mama.


Somente a biópsia será capaz de confirmar ou afastar o diagnóstico de um tumor maligno. Já um exame de rastreamento serve para selecionar na população, quais são aqueles indivíduos que são mais propensos a apresentar uma determinada doença. A mamografia, por exemplo, é um exame de rastreamento populacional. É através da mamografia que selecionamos na população escolhida aquelas pacientes que possuem maior chance de apresentar um tumor maligno.


Aquelas pacientes que tiverem uma mamografia alterada poderão (dependendo da alteração) serem encaminhadas para a realização de um exame diagnóstico como a biópsia da mama, por exemplo. “Então quer dizer que o usg morfológico do 1° trimestre é um exame de rastreamento e não de diagnóstico, o qual selecionará aqueles bebês com maior chance de apresentar a Síndrome de Down?" Isso mesmo.


Ele avaliará através de algumas medidas no bebê qual é o risco (chance) daquele bebê, em especial, de apresentar a síndrome de Down. De maneira geral o risco pode ser classificado como baixo risco (<1/1000), risco intermediário (1/50 até 1/1000) ou alto risco (>1/50). Para as pacientes classificadas como baixo risco o pré-natal segue normalmente sem outras solicitações.


Caso a paciente seja classificada nos outros grupos o obstetra tomará outras medidas que podem incluir desde solicitar outros exames de rastreamento (como marcadores bioquímicos no sangue materno ou pesquisa de DNA livre fetal), consultas com especialista em aconselhamento genético e medicina fetal até solicitar exames diagnósticos invasivos como a biópsia de vilo corial e a amniocentese.


Exames estes sempre solicitados de comum acordo e pós consentimento informado aos pais dos riscos e benefícios de cada procedimento. Tenha em consideração que nenhum exame é 100 % preciso, ou seja, existem casos de falsos positivos (exames alterados em bebês normais) e também existem casos de falsos negativos (exames normais em bebês com síndrome de Down).


Portanto antes de se desesperar com as palavras Risco de Síndrome de Down em seu ultrassom morfológico do 1° trimestre você deve levar todos estes fatos em consideração e sempre fale com seu obstetra que é o profissional habilitado a lhe instruir, apoiar e amparar neste e em outros momentos de seu pré-natal.


Agradecimentos: MD,PhD Rogério Neri. -Graduado em Medicina pela UNIFESP. -Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pela UNIFESP. -Doutorado em Biologia Molecular e Biofísica pela UNIFESP. -Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina. -Médico associado ao Fetal Medicine Foundation de Londres. -Membro da Sociedade Internacional de Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia. -Pai do Luccas e do Thiago.

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