• Patricia Azevedo

TUDO SOBRE O ALEITAMENTO MATERNO!

Estudos demonstram que o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, mais de 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos nos países em desenvolvimento (Lancet 2008).


A Matéria é grande mas vale a pena, um informativo completo feito pela UNICEF Brasil.


Foto da Modelo Natalia Vodianova amamentando seu bebe Antoine.


Estudos demonstram que o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, mais de 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos nos países em desenvolvimento (Lancet 2008).


Os bebês até os seis meses não precisam de chás, sucos, outros leites, nem mesmo de água. Após essa idade, deverá ser dada alimentação complementar apropriada, mas a amamentação deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.


Amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir 22% a mortalidade neonatal – aquela que acontece até o 28º dia de vida – nos países em desenvolvimento. No Brasil, do total de mortes de crianças com menos de 1 ano, 69,3% ocorrem no período neonatal e 52,6%, na primeira semana de vida.


O aleitamento materno na primeira hora de vida é importante tanto para o bebê quanto para a mãe, pois, auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia. E, além das questões de saúde, a amamentação fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho. Bebês que são amamentados ficam menos doentes e são mais bem nutridos do que aqueles que ingerem qualquer outro tipo de alimento.


Utilizar substitutos do leite materno, como fórmulas infantis ou leite de outros animais, pode ser um grande risco para a saúde do bebê. Isso ocorre principalmente quando os pais não podem comprar os substitutos na quantidade necessária ou quando a água que utilizam para preparar o alimento não é limpa o suficiente.


Quase todas as mães conseguem amamentar com sucesso. Aquelas que não possuem confiança para amamentar precisam do estímulo e do apoio prático do pai da criança, bem como da família e dos amigos.


Agentes de saúde, organizações femininas, a mídia e os empregadores também podem oferecer o seu apoio. Todos devem ter acesso às informações sobre os benefícios do aleitamento materno. É obrigação de cada governo fazer com que as pessoas tenham acesso a essas informações.


O que todas as famílias e comunidades devem saber sobre aleitamento materno?


O leite materno é o único alimento de que o bebê precisa até o sexto mês de vida. Nenhum outro alimento, nem mesmo água, é necessário durante esse período.

O leite materno é o melhor alimento que um bebê pode ter. Leite de outros animais, fórmulas, leite em pó, chás, bebidas com açúcar, água e cereais são inferiores ao leite materno.

O leite materno é de fácil digestão para o bebê. Também é responsável por promover um melhor crescimento e desenvolvimento, além de proteger contra doenças.

Mesmo em ambientes quentes e secos, o leite materno supre as necessidades de líquido de um bebê.

Água e outras bebidas não são necessárias até o sexto mês de vida. Dar ao bebê outro alimento, que não o leite materno, aumenta o risco de diarreia ou outra doença.

Os substitutos do leite materno que possuem uma composição nutricional equivalente são caros. Por exemplo, para alimentar um bebê durante um ano, são necessários 40 kg (aproximadamente 80 latas) de leite em pó.


Os agentes de saúde devem informar o custo gerado por tal medida a todas as mães que estejam considerando o uso de substitutos. Se a pesagem frequente mostrar que um bebê alimentado exclusivamente com leite materno não está se desenvolvendo, então: A criança pode estar precisando ser amamentada com maior frequência.


Pelo menos 12 mamadas por um período de 24 horas podem ser necessárias. O bebê deve mamar por pelo menos 15 minutos.


O bebê pode precisar de ajuda para colocar o peito de forma adequada na boca.


O bebê pode estar doente e precisar de cuidados médicos. A ingestão de água ou outro líquido pode estar diminuindo a quantidade de leite que está tomando.


A mãe não deve oferecer outro líquido, a não ser o leite materno. Qualquer criança com mais de 6 meses precisa de outros alimentos e líquidos.


O aleitamento materno pode continuar até que a criança complete 2 anos ou mais. Existe o risco da mulher que tem HIV passar o vírus para seu bebê durante a amamentação.


Mulheres que vivem com HIV/aids, ou que suspeitem ter o vírus, devem procurar auxílio médico para ser testadas, aconselhadas e orientadas sobre como proceder para evitar a contaminação da criança. É importante que todos saibam como evitar a contaminação pelo HIV. Mulheres grávidas ou jovens mães devem estar cientes de que, se contaminadas pelo HIV, podem transmitir o vírus a seus filhos durante a gravidez, no parto ou durante o aleitamento materno.


Mulheres grávidas ou mães que acabaram de ter seus filhos, se forem HIV positivo (ou apenas suspeitarem), devem procurar o serviço de saúde para ser testadas e orientadas. A mãe HIV positivo não pode amamentar, mas o bebê pode tomar a fórmula infantil, que é de graça, em uma situação aconchegante, com a mesma atenção e carinho. A gestante HIV positivo deverá receber o “Guia Prático de Alimentos para Crianças Menores de 12 meses que não podem ser Amamentadas”.


A mãe soropositiva deverá ter sua lactação inibida logo após o parto por enfaixamento ou uso de inibidor de lactação. Deverá receber apoio tanto da equipe de saúde como das pessoas em quem confia para não se sentir discriminada por não estar amamentando.


A amamentação frequente faz com que a mãe produza mais leite. Quase toda mãe é capaz de amamentar com sucesso.


Muitas mães precisam ser encorajadas e ajudadas para que possam começar a amamentar.


Outra mulher que já tenha amamentado com sucesso, uma amiga ou um grupo de apoio a mulheres amamentando pode ajudar a nova mãe a vencer preconceitos e a prevenir dificuldades.


É muito importante que a mãe saiba como segurar o bebê e qual a maneira certa dele mamar. Segurar o bebê na posição correta faz com que ele posicione a boca sobre o seio da forma correta e facilita a amamentação.


Sinais de que o bebê está em uma boa posição para mamar são: